domingo, 23 de agosto de 2015

e foi então que disseste naquele dia verde da cor dos teus olhos - nunca gostei dos números ímpares,
- eu também não. falavas-me em matemática, eu respondia-te em amor.
depois soube que também nós teriamos de ser um número, decidi que somos o zero. um desenho que não se sabe onde começa nem onde acaba, o vazio redondo, o infinito pela frente.

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