Recordo-me de uma rapariga que um dia veio falar comigo, de forma algo inesperada. A prudência aconselhava-me manifestamente a “fugir” de tal conversa, a ser cínico como a maior parte das pessoas da minha geração, mas na altura achei que tal conduta não seria mais do que uma evidente falta de cavalheirismo, até porque sabia que do outro lado estava uma “dama em apuros”, de quem até tinha boa impressão, considerando-a “aparentemente” simpática e sensível. E depois é aquela tentação da “linha do fogo”. Assim se iniciou uma série de longas e estimulantes conversas, horas a fio pela internet até altas horas, palavras mais palavras, músicas mais músicas, risos, choros, brincadeiras, sempre com aquela rapariga a escrever de uma forma voraz, como se fosse ela a bradar contra o mundo, como se estivesse a sufocar com tanto que tinha para contar. Eu ouvia, lia, escutava e sobretudo procurava compreender, ajudar, simplesmente estar lá, faze-la sentir que estava longe, mas não ausente, que estava distante mas perto. E vinha a correr para casa, exclusivamente para ela vir falar comigo, como fazia sempre, simplesmente porque a queria ajudar, porque percebia de onde vinha aquela tristeza dela, que era muita, era tão bela e que também era (em parte) minha. Algum tempo depois, as coisas foram-se amenizando: apareceu a desculpa do trabalho, apareceram outras pessoas, apareceram outras desculpas e as coisas nunca mais foram iguais. Ainda fui algumas vezes a Lisboa, sempre propositadamente para estar com ela, que até acedia aos meus convites e ia ter comigo, íamos tomar café e ela falava, falava e falava, sempre sobre as coisas dela e passávamos um tempo agradável. Lembro-me de às vezes ficar chateado, mas depois simplesmente assumi que “era uma cena dela” e que até tinha alguma piada. E desvalorizei (isso e a sensação de que havia sempre algo que não estava a vir do lado dela), como fazemos sempre que gostamos de alguém e só queremos ver aquilo que nos interessa. Os restantes meses foram passados a tentar desesperadamente recuperar aquilo que na minha cabeça se tinha perdido e que simplesmente não queria admitir que nunca tinha existido (que tinha sido tudo virtual). Depois, fui a Lisboa, fui transparente e usei palavras assertivas. Ela fez aquilo que faz melhor quando é colocada perante situações emocionalmente difíceis (fugir), e eu passei os restantes meses a ouvir a Song for Zula, a ler os posts no blog, a tentar compreender onde é que eu tinha falhado, o que é que eu tinha feito mal. Até perceber o óbvio: que não tinha culpa nenhuma, tal como ela também não tinha culpa nenhuma. Por outro lado, recordo também sobretudo a ausência de um único pequeno grande gesto: quando recebeu um postal de Itália, disse coisas queridas e simpáticas; quando recebeu uns brincos como prenda de anos, deu-me um abraço; quando lhe mandei uma sentida mensagem no ano novo, respondeu-me com uma mensagem simpática; quando ia a Lisboa, às vezes estava comigo; quando fui a Lisboa e utilizei palavras intensas, disse-me algumas coisas simpáticas.
Sempre como uma reacção a algo proveniente de terceiros e nunca por sua própria iniciativa. Nunca um gesto original, imprevisível. Vivia no mundo dela e eu era somente um substituto, alguém “de valor” que era importante ter, sobretudo para os momentos difíceis e na ausência de outras pessoas. Hoje, sou apenas um tipo que lhe faz ter a consciência pesada, um tipo a quem ela manda mensagens no próprio dia a dizer que já se tinha esquecido que ia ter com ele. Houve um tempo em que este blog, de cujo nome eu sou ironicamente co-autor, me fazia sorrir e/ou chorar. Também houve um tempo em que a autora era o centro do meu mundo, a razão de tudo o que eu fazia. Sem ela ter feito nada por isso, é certo, mas porque eu acreditava nela. Hoje, é tudo passado. Não porque o destino assim quis, mas porque as pessoas assim o quiseram. Não ainda bem nem ainda mal, mas simplesmente porque aconteceu. Porque o tempo traz lucidez. Por isso, esta é a última vez que acedo a este blog e esta é a minha vez de escrever no livro de condolências. Finalmente? Sim, finalmente. Adeus.
Lembro-me bem de como nos conhecemos e de como começámos a falar. Ias a um concerto que eu gostava de ter ido, o Moz, esse senhor da música que nunca tive o gosto de ver. Falei contigo sem qualquer intenção, não porque estava em apuros, simplesmente porque partilhávamos o gosto pela música. Conversa puxa conversa fomos conversando, estavas interessado numa rapariga e eu dava-te a minha opinião sobre como a conquistar. Lembras-te? Passou algum tempo e das conversas banais passamos a partilhar emoções como amigos. Um dia questionaste-me sobre uma situação recente da minha vida da qual estavas a par. “Respondes só se quiseres”, escreves-te tu, e eu respondi, e quebrei ali a barreira das trivialidades. A esta distância vejo que não o devia ter feito, esse devia ter sido um assunto tabu, tal como eu queria que tivesse sido. Conversámos muitas vezes e digo-te que foste uma excelente companhia, se tivesses conseguido manter esse registo ainda hoje seriamos amigos(se aguentasses o meu egocentrismo desmesurado, claro). Um dia percebi que o teu interesse em mim ultrapassava a amizade e percebi que tinha de me afastar. Pelo teu “depoimento” vejo que consideras que te usei como muro das lamentações, que me aproveitei da tua boa vontade e despejei em ti as minhas frustrações. Talvez seja verdade, talvez, porque agora vou-te dizer o meu lado da história de uma forma muito simples. Eu estava a passar uma fase má, é verdade, mas não te usei como para-raios, nunca o faria deliberadamente, saberias isso se me tivesses interpretado. Também nunca pensei que esta história tivesse este desfecho, tal como nunca pensei que tu pudesses ponderar que nós pudéssemos ter um relacionamento amoroso. Eu estive envolvida com o teu melhor amigo, lembras-te? Como poderia eu pensar que te estavas a apaixonar por mim. Pelas tuas últimas conversas percebi que já em Itália te questionavas sobre isso. Como é possível? perguntei eu, os antecedentes não nos levavam para ai. Como é possível que tu pudesses ter ideias dessas quando um mês antes eu estava na cama do teu amigo. Meu caro, eu disse-te uma vez e volto a dizer-te agora, fico sensibilizada pelos sentimentos que nutriste por mim, felizmente já não estamos na escola primária e o “passa a outro e não ao mesmo” foi um jogo no qual eu nunca alinhei. Que tu tenhas sentido que poderia haver alguma coisa entre nós e que te tenham incentivado a avançar é um problema teu, da minha parte devo-te dizer que isso para mim é infantil, e demonstra alguma falta de tato e de respeito pelas pessoas. Eu não sou uma boneca, sou uma mulher, e exijo que me tratem como tal, sei muito bem qual é o lugar que devo ocupar. Lamento se algum dia te dei falsas expectativas em relação a nós, nunca pensei que o tivesse feito, assim como lamento que não me tenhas ouvido quando te confidenciei que tinha outra pessoa e que o meu coração já estava cheio. Eu percebo a tua questão, consideras que sou culpada porque te usei enquanto precisei de ti e agora não preciso por isso posso deixar-te de lado. Passei de simpática, amargurada e sensível para cabra, egocêntrica e manipuladora. Pensa o que quiseres, simplesmente afastei-me quando percebi que não estava no mesmo registo. Ninguém manda nos sentimentos e eu não sou mulher de experimentar relações, neste ponto não vejo onde seja minha a culpa, não estava apaixonada por ti e para mim era muito claro. Acho óptimo que tenhas escrito o que te vai na alma, e se este PM é um lugar de amargura para ti peço-te que não o abras nunca mais. Espero que sejas muito feliz, apenas e só.
Também a mim me apetece usar este espaço, para escrever o que sinto. Sim porque quando temos amigos partilhamos espaços e momentos, emoções e desventuras, situações amargas e mesmo horrores, é assim que vejo a minha amizade contigo. A ti ocupo-te muitas vezes com a minha vida, mesmo que penses que és egocêntrica (e és) em todos estes anos senti que eu fazia parte desse egocentrismo que tanto te carateriza... A amizade é assim, e tu és e utilizas esse lado para ocupares o meu. Todas as horas que perdeste a falar de ti, senti-me incluída e senti que a tua amargura é a minha e o teu sorriso de olhos fechados me espelha na perfeição. Não existe e não entendo nenhuma das tuas palavras como uma declaração de amor, mas apenas como um apêndice de nós. Adoro pensar que esse cabelo poderá arder um dia porque fazes promessas em vão em meu nome, adoro quando me propões novos programas, saídas e aventuras e falas como se soubesses tudo e conhecesses tudo. Adoro a tua intuição que acerta "sempre" e me faz rir porque só adivinhas finais felizes para mim. Partilho tudo contigo até o teu egocentrismo e espero que me utilizes sempre para o fazer... Sei que não és nem nunca serás "Dama em apuros" porque toda a tua vida tiveste alguém para te salvar e nunca precisaste... Se alguém te diz adeus deixa-o ir, não temos que guardar connosco toda a gente, só porque são aparentemente simpáticos e têm bom gosto. A simpatia pode ser partilhada com o mundo inteiro mas o amor verdadeiro só pode ser partilhado com quem fez por merecer. Hoje digo-te novamente como todos os dia love u...
Recordo-me de uma rapariga que um dia veio falar comigo, de forma algo inesperada. A prudência aconselhava-me manifestamente a “fugir” de tal conversa, a ser cínico como a maior parte das pessoas da minha geração, mas na altura achei que tal conduta não seria mais do que uma evidente falta de cavalheirismo, até porque sabia que do outro lado estava uma “dama em apuros”, de quem até tinha boa impressão, considerando-a “aparentemente” simpática e sensível.
ResponderEliminarE depois é aquela tentação da “linha do fogo”.
Assim se iniciou uma série de longas e estimulantes conversas, horas a fio pela internet até altas horas, palavras mais palavras, músicas mais músicas, risos, choros, brincadeiras, sempre com aquela rapariga a escrever de uma forma voraz, como se fosse ela a bradar contra o mundo, como se estivesse a sufocar com tanto que tinha para contar.
Eu ouvia, lia, escutava e sobretudo procurava compreender, ajudar, simplesmente estar lá, faze-la sentir que estava longe, mas não ausente, que estava distante mas perto.
E vinha a correr para casa, exclusivamente para ela vir falar comigo, como fazia sempre, simplesmente porque a queria ajudar, porque percebia de onde vinha aquela tristeza dela, que era muita, era tão bela e que também era (em parte) minha.
Algum tempo depois, as coisas foram-se amenizando: apareceu a desculpa do trabalho, apareceram outras pessoas, apareceram outras desculpas e as coisas nunca mais foram iguais.
Ainda fui algumas vezes a Lisboa, sempre propositadamente para estar com ela, que até acedia aos meus convites e ia ter comigo, íamos tomar café e ela falava, falava e falava, sempre sobre as coisas dela e passávamos um tempo agradável.
Lembro-me de às vezes ficar chateado, mas depois simplesmente assumi que “era uma cena dela” e que até tinha alguma piada. E desvalorizei (isso e a sensação de que havia sempre algo que não estava a vir do lado dela), como fazemos sempre que gostamos de alguém e só queremos ver aquilo que nos interessa.
Os restantes meses foram passados a tentar desesperadamente recuperar aquilo que na minha cabeça se tinha perdido e que simplesmente não queria admitir que nunca tinha existido (que tinha sido tudo virtual).
Depois, fui a Lisboa, fui transparente e usei palavras assertivas. Ela fez aquilo que faz melhor quando é colocada perante situações emocionalmente difíceis (fugir), e eu passei os restantes meses a ouvir a Song for Zula, a ler os posts no blog, a tentar compreender onde é que eu tinha falhado, o que é que eu tinha feito mal. Até perceber o óbvio: que não tinha culpa nenhuma, tal como ela também não tinha culpa nenhuma.
Por outro lado, recordo também sobretudo a ausência de um único pequeno grande gesto: quando recebeu um postal de Itália, disse coisas queridas e simpáticas; quando recebeu uns brincos como prenda de anos, deu-me um abraço; quando lhe mandei uma sentida mensagem no ano novo, respondeu-me com uma mensagem simpática; quando ia a Lisboa, às vezes estava comigo; quando fui a Lisboa e utilizei palavras intensas, disse-me algumas coisas simpáticas.
Sempre como uma reacção a algo proveniente de terceiros e nunca por sua própria iniciativa. Nunca um gesto original, imprevisível. Vivia no mundo dela e eu era somente um substituto, alguém “de valor” que era importante ter, sobretudo para os momentos difíceis e na ausência de outras pessoas.
ResponderEliminarHoje, sou apenas um tipo que lhe faz ter a consciência pesada, um tipo a quem ela manda mensagens no próprio dia a dizer que já se tinha esquecido que ia ter com ele.
Houve um tempo em que este blog, de cujo nome eu sou ironicamente co-autor, me fazia sorrir e/ou chorar.
Também houve um tempo em que a autora era o centro do meu mundo, a razão de tudo o que eu fazia.
Sem ela ter feito nada por isso, é certo, mas porque eu acreditava nela.
Hoje, é tudo passado.
Não porque o destino assim quis, mas porque as pessoas assim o quiseram.
Não ainda bem nem ainda mal, mas simplesmente porque aconteceu. Porque o tempo traz lucidez.
Por isso, esta é a última vez que acedo a este blog e esta é a minha vez de escrever no livro de condolências.
Finalmente? Sim, finalmente.
Adeus.
Caro anónimo,
ResponderEliminarLembro-me bem de como nos conhecemos e de como começámos a falar. Ias a um concerto que eu gostava de ter ido, o Moz, esse senhor da música que nunca tive o gosto de ver. Falei contigo sem qualquer intenção, não porque estava em apuros, simplesmente porque partilhávamos o gosto pela música. Conversa puxa conversa fomos conversando, estavas interessado numa rapariga e eu dava-te a minha opinião sobre como a conquistar. Lembras-te? Passou algum tempo e das conversas banais passamos a partilhar emoções como amigos. Um dia questionaste-me sobre uma situação recente da minha vida da qual estavas a par. “Respondes só se quiseres”, escreves-te tu, e eu respondi, e quebrei ali a barreira das trivialidades. A esta distância vejo que não o devia ter feito, esse devia ter sido um assunto tabu, tal como eu queria que tivesse sido. Conversámos muitas vezes e digo-te que foste uma excelente companhia, se tivesses conseguido manter esse registo ainda hoje seriamos amigos(se aguentasses o meu egocentrismo desmesurado, claro). Um dia percebi que o teu interesse em mim ultrapassava a amizade e percebi que tinha de me afastar. Pelo teu “depoimento” vejo que consideras que te usei como muro das lamentações, que me aproveitei da tua boa vontade e despejei em ti as minhas frustrações. Talvez seja verdade, talvez, porque agora vou-te dizer o meu lado da história de uma forma muito simples. Eu estava a passar uma fase má, é verdade, mas não te usei como para-raios, nunca o faria deliberadamente, saberias isso se me tivesses interpretado. Também nunca pensei que esta história tivesse este desfecho, tal como nunca pensei que tu pudesses ponderar que nós pudéssemos ter um relacionamento amoroso. Eu estive envolvida com o teu melhor amigo, lembras-te? Como poderia eu pensar que te estavas a apaixonar por mim. Pelas tuas últimas conversas percebi que já em Itália te questionavas sobre isso. Como é possível? perguntei eu, os antecedentes não nos levavam para ai. Como é possível que tu pudesses ter ideias dessas quando um mês antes eu estava na cama do teu amigo. Meu caro, eu disse-te uma vez e volto a dizer-te agora, fico sensibilizada pelos sentimentos que nutriste por mim, felizmente já não estamos na escola primária e o “passa a outro e não ao mesmo” foi um jogo no qual eu nunca alinhei. Que tu tenhas sentido que poderia haver alguma coisa entre nós e que te tenham incentivado a avançar é um problema teu, da minha parte devo-te dizer que isso para mim é infantil, e demonstra alguma falta de tato e de respeito pelas pessoas.
Eu não sou uma boneca, sou uma mulher, e exijo que me tratem como tal, sei muito bem qual é o lugar que devo ocupar. Lamento se algum dia te dei falsas expectativas em relação a nós, nunca pensei que o tivesse feito, assim como lamento que não me tenhas ouvido quando te confidenciei que tinha outra pessoa e que o meu coração já estava cheio.
Eu percebo a tua questão, consideras que sou culpada porque te usei enquanto precisei de ti e agora não preciso por isso posso deixar-te de lado. Passei de simpática, amargurada e sensível para cabra, egocêntrica e manipuladora. Pensa o que quiseres, simplesmente afastei-me quando percebi que não estava no mesmo registo. Ninguém manda nos sentimentos e eu não sou mulher de experimentar relações, neste ponto não vejo onde seja minha a culpa, não estava apaixonada por ti e para mim era muito claro.
Acho óptimo que tenhas escrito o que te vai na alma, e se este PM é um lugar de amargura para ti peço-te que não o abras nunca mais. Espero que sejas muito feliz, apenas e só.
Cara Moc,
ResponderEliminarTambém a mim me apetece usar este espaço, para escrever o que sinto. Sim porque quando temos amigos partilhamos espaços e momentos, emoções e desventuras, situações amargas e mesmo horrores, é assim que vejo a minha amizade contigo. A ti ocupo-te muitas vezes com a minha vida, mesmo que penses que és egocêntrica (e és) em todos estes anos senti que eu fazia parte desse egocentrismo que tanto te carateriza... A amizade é assim, e tu és e utilizas esse lado para ocupares o meu. Todas as horas que perdeste a falar de ti, senti-me incluída e senti que a tua amargura é a minha e o teu sorriso de olhos fechados me espelha na perfeição. Não existe e não entendo nenhuma das tuas palavras como uma declaração de amor, mas apenas como um apêndice de nós. Adoro pensar que esse cabelo poderá arder um dia porque fazes promessas em vão em meu nome, adoro quando me propões novos programas, saídas e aventuras e falas como se soubesses tudo e conhecesses tudo. Adoro a tua intuição que acerta "sempre" e me faz rir porque só adivinhas finais felizes para mim. Partilho tudo contigo até o teu egocentrismo e espero que me utilizes sempre para o fazer... Sei que não és nem nunca serás "Dama em apuros" porque toda a tua vida tiveste alguém para te salvar e nunca precisaste... Se alguém te diz adeus deixa-o ir, não temos que guardar connosco toda a gente, só porque são aparentemente simpáticos e têm bom gosto. A simpatia pode ser partilhada com o mundo inteiro mas o amor verdadeiro só pode ser partilhado com quem fez por merecer. Hoje digo-te novamente como todos os dia love u...
T.